| ARENIZAÇÃO EM SOLOS DERIVADOS DA FORMAÇÃO SANTO ANASTÁCIO: ANÁLISE DOS IMPACTOS E TENDÊNCIAS AMBIENTAIS NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO VERDE, MATO GROSSO DO SUL, BRASIL |
|
| Curso |
Mestrado em Geografia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
06/08/2026 |
| Área |
GEOGRAFIA |
| Orientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- ILCILÉIA DOS SANTOS SILVA
|
| Banca |
- DAIANE ALENCAR DA SILVA
- GUSTAVO ROBERTO DOS SANTOS LEANDRO
- MARIA HELENA DA SILVA ANDRADE
- VIVIANE CAPOANE
|
| Resumo |
A degradação de solos frágeis e arenosos constitui um desafio ambiental crítico no Brasil, a qual é particularmente severa em biomas como o Cerrado. Diante desse cenário, o objetivo geral deste trabalho foi investigar a morfodinâmica da arenização na Bacia Hidrográfica do Rio Verde (BHRV), com foco no mapeamento e na compreensão da gênese desse processo especificamente sobre a Formação Santo Anastácio, bem como na identificação dos impactos socioambientais decorrentes das transformações no uso e na cobertura da terra, propondo estratégias de mitigação. A área está localizada no estado de Mato Grosso do Sul e insere-se na Bacia Sedimentar Bauru, que apresenta alta vulnerabilidade ambiental em razão da natureza siliciclástica de seus depósitos. A metodologia utilizou uma abordagem multitemporal e geoespacial, integrando bases de dados do IBGE, ANA, Copernicus e MapBiomas, utilizando os softwares SNAP, ArcGIS e QGis. Para a caracterização geomorfométrica foi utilizado o Modelo Digital de Superfície (SRTM-30). A análise do uso da terra abrangeu o período entre 1985 e 2023. O mapeamento dos focos de arenização foi realizado mediante a aplicação do Índice de Brilho 2 (BI2) em imagens do satélite Sentinel-2, abrangendo três Sub-bacias representativas do alto, médio e baixo curso da BHRV. Para a detecção dos areais, utilizaram-se cenas do período seco, dada a menor umidade e maior refletância dos solos expostos, enquanto as imagens do período chuvoso foram empregadas para a validação e filtragem das feições degradadas. A etapa de campo, realizada em 2024, permitiu a verificação in loco das feições erosivas e das áreas em processo de arenização, procedimentos que, integrados à interpretação multitemporal de imagens no Google Earth Pro, conferiram maior robustez à identificação e validação do mapeamento. A caracterização geomorfométrica revelou uma rede de drenagem de 6a ordem, em um sistema de relevo suave e alongado, onde a supressão da vegetação nativa, que caiu de 57,41% em 1985 para 19,23% em 2023, desestabilizou a dinâmica natural, agravando a erosão em vertentes. A pecuária extensiva e a silvicultura de eucalipto, consolidaram-se como vetores de pressão sobre solos cuja gênese arenosa, sob regime climático monçônico (1.600–1.900 mm/ano), propicia o transporte sedimentar intensivo. Embora o mapeamento por meio do Índice de Brilho 2 (BI2) tenha revelado uma distribuição generalizada de focos de arenização ao longo de toda a extensão da BHRV, a análise integrada das três unidades amostrais permitiu uma compreensão mais refinada da dinâmica degradativa. Os resultados demonstram que, apesar de o processo ocorrer transversalmente em todos os compartimentos, o médio curso apresenta o quadro mais crítico, com maior severidade de feições como voçorocas e ravinas ativas que comprometem a estabilidade das vertentes. A silvicultura de eucalipto, que expandiu 1.586% entre o primeiro e o último ano analisado, ainda que difundida como alternativa econômica, tem mascarado a degradação real na BHRV e ocasionando impactos no regime hidrológico. Conclui-se que a BHRV enfrenta um estado crítico de saúde ambiental, em que a pressão do agronegócio frequentemente ignora os limites físicos dos solos de alta fragilidade edáfica. O processo de arenização na área é acelerado por ações antrópicas e pela ausência de uma gestão territorial eficaz. Diante desse diagnóstico, recomenda-se, com urgência, a institucionalização do Comitê da bacia hidrográfica do rio Verde para assegurar a governança dos recursos hídricos, bem como a implantação de práticas de manejo conservacionista, essenciais para mitigar os processos erosivos e salvaguardar a biodiversidade regional. |
| Download |
|
|
| COMUNIDADES TRADICIONAIS E VULNERABILIDADE SOCIOESPACIAL NA CIDADE DE CAMPO GRANDE– MS: ESTUDO DE CASO NO QUILOMBO TIA EVA E NA ALDEIA URBANA MARÇAL DE SOUZA |
|
| Curso |
Mestrado em Geografia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
10/07/2026 |
| Área |
GEOGRAFIA |
| Orientador(es) |
- MARA LUCIA FALCONI DA HORA BERNARDELLI
|
| Orientando(s) |
- JACKELINE FRANCO RODRIGUES
|
| Banca |
- GUILHERME DOS SANTOS CLAUDINO
- MARA LUCIA FALCONI DA HORA BERNARDELLI
- MARIA HELENA DA SILVA ANDRADE
- VIVIANE CAPOANE
|
| Resumo |
Esta pesquisa analisou duas comunidades tradicionais urbanas em Campo Grande – MS, a Comunidade Tia Eva e a Aldeia Urbana Marçal de Souza, com o objetivo de compreender suas origens, suas formas de inserção na cidade e as manifestações de racismo ambiental presentes nesses territórios. O objetivo geral consistiu em identificar as manifestações de racismo ambiental nas comunidades estudadas. Como objetivos específicos, foram discutidos os conceitos de justiça ambiental, injustiça ambiental, território, territorialidade, desterritorialidade, reterritorialização e rugosidades, buscando relacioná-los ao objeto de estudo. A metodologia combinou abordagens quantitativas e qualitativas, por meio de levantamento bibliográfico e documental, mapeamento das comunidades, aplicação de questionários, realização de entrevistas com lideranças, moradores, além de gestores vinculados a secretarias e órgãos públicos responsáveis pelo atendimento de demandas desses grupos. Consideramos que a pesquisa mostrou como a Geografia pode contribuir para uma análise dos territórios, da territorialidade e da desterritorialidade, demonstrando como esses conceitos se conectam com o estudo de áreas suscetíveis ao racismo ambiental. Destacou-se que as raízes do racismo ambiental são históricas e, ao longo dos séculos, esse processo vem sendo ampliado e se aprofundado com a globalização, manifestando-se na produção de um espaço marcado pelas desigualdades socioambientais nas comunidades locais, notadamente, naquelas mais frágeis em termos étnicos e socioeconômicos. A pesquisa revelou que o racismo ambiental no Brasil está associado a uma estrutura de classes etnizadas e à produção desigual do espaço urbano. O estudo contribui para a análise de comunidades vulnerabilizadas em contextos urbanos e oferece subsídios para a formulação de políticas públicas voltadas à ampliação da justiça ambiental nessas comunidades. |
| Download |
|
|
| A DINÂMICA INDUSTRIAL E O DESENVOLVIMENTO NAS CIDADES PEQUENAS DA REGIÃO GEOGRÁFICA IMEDIATA DE CAMPO GRANDE – MS: O CASO DE RIBAS DO RIO PARDO |
|
| Curso |
Mestrado em Geografia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
01/07/2026 |
| Área |
GEOGRAFIA |
| Orientador(es) |
- PAULO FERNANDO JURADO DA SILVA
|
| Orientando(s) |
- DOUGLAS CAMILO GONÇALVES D'ANGELO
|
| Banca |
- CARLOS ALEXANDRE DE BORTOLO
- ELIANA LAMBERTI
- MARA LUCIA FALCONI DA HORA BERNARDELLI
- PAULO FERNANDO JURADO DA SILVA
|
| Resumo |
A presente dissertação tem como objetivo central analisar a dinâmica industrial nas cidades pequenas da Região Geográfica Imediata (RGI) de Campo Grande – MS, com ênfase no processo recente de industrialização do município de Ribas do Rio Pardo a partir da implantação da indústria de celulose da Suzano. A pesquisa parte da hipótese de que a industrialização nessas cidades ocorre de forma seletiva e contraditória, promovendo reestruturações territoriais articuladas às exigências do capital, mas que não resultam, necessariamente, em desenvolvimento. O referencial teórico ancora-se na Geografia Econômica e Urbana, mobilizando autores que discutem desenvolvimento, disseminação do modo industrial, divisão territorial do trabalho e o papel das cidades pequenas na rede urbana contemporânea. Metodologicamente, o trabalho combina revisão bibliográfica, trabalho de campo, levantamento e análise de dados secundários (IBGE, RAIS/MTE, FIEMS) e produção cartográfica. Os resultados demonstram que a industrialização na RGI de Campo Grande é marcada por forte concentração setorial na agroindústria, estruturada nas atividades frigorífica, sucroenergética e de celulose. Municípios como Nova Alvorada do Sul, Ribas do Rio Pardo, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia apresentam inserção significativa em cadeias produtivas globais, impulsionados por fatores locacionais, políticas federais e incentivos fiscais estaduais. A análise aprofundada de Ribas do Rio Pardo revela que a instalação da fábrica da Suzano reposicionou o município na divisão territorial do trabalho, elevou expressivamente seu PIB e PIB per capita, mas também aprofundou contradições socioespaciais. Entre elas, destacam-se a especulação imobiliária, o déficit habitacional, a precarização das condições de moradia e a seletividade dos benefícios gerados pelo empreendimento, evidenciando uma dissociação entre crescimento econômico e melhoria proporcional da qualidade de vida da população. Dessa forma, o estudo conclui que o modelo de desenvolvimento baseado na atração de grandes corporações agroindustriais, sustentado por incentivos fiscais e infraestrutura estatal, tende a reproduzir e aprofundar as desigualdades socioespaciais, reforçando a inserção subordinada de Mato Grosso do Sul na divisão territorial e internacional do trabalho como fornecedor de commodities. |
| Download |
|
|
| INSTRUMENTOS DE ORDENAMENTO TERRITORIAL: AS POTENCIALIDADES DO ZONEAMENTO ECOLÓGICO ECONÔMICO E DO PLANO DIRETOR NA GESTÃO TERRITORIAL DOS MUNICÍPIOS SUL-MATO-GROSSENSE NA ROTA BIOCEÂNICA |
|
| Curso |
Mestrado em Geografia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
25/03/2026 |
| Área |
GEOGRAFIA |
| Orientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- MARCIA APARECIDA DE CASTRO BURGEDURF SILVEIRA FERREIRA
|
| Banca |
- FABIO MARTINS AYRES
- RAFAEL OLIVEIRA FONSECA
- SEDEVAL NARDOQUE
|
| Resumo |
A dissertação discute o ordenamento territorial como instrumento essencial para organizar o uso do espaço urbano e rural diante da urgência imposta pela Rota Bioceânica, eixo de circulação que intensificará pressões socioambientais nos municípios sul-mato-grossenses. A finalidade central é evidenciar que o ordenamento territorial, entendido como processo dinâmico de gestão influenciado pelo Estado, setor privado e sociedade civil, torna-se indispensável para garantir desenvolvimento sustentável em contextos de grandes transformações logísticas. O estudo parte do reconhecimento de que, embora o Brasil disponha de instrumentos legais como o Estatuto da Cidade e a Política Nacional do Meio Ambiente, muitos municípios não os implementam ou os executam de forma adequada, comprometendo a capacidade de planejamento. Nesse cenário, a Rota Bioceânica — corredor rodoviário que conectará Mato Grosso do Sul ao Chile, via Paraguai e Argentina — intensifica desafios como expansão urbana desordenada, impactos ambientais e aumento do fluxo de cargas pesadas, especialmente em Sidrolândia, Nioaque, Guia Lopes da Laguna e Porto Murtinho. O objetivo da pesquisa consiste em analisar as potencialidades do ZEE e do Plano Diretor na indução do ordenamento territorial desses municípios, tomando Jaraguari/MS como referência por ser o primeiro município do interior a instituir o ZEE por lei e por demonstrar que o instrumento orienta o desenvolvimento sem restringi-lo. Adotando o método hipotético-dedutivo como eixo orientador, com uma abordagem qualiquantitativa de caráter exploratório. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica, análise documental, entrevistas com gestores municipais e uso de técnicas de geoprocessamento para a leitura espacial. A partir da hipótese formulada sobre o planejamento local, espera-se deduzir e analisar as contradições e percepções presentes na prática municipal. Os resultados mostram que Jaraguari apresenta experiência consolidada, utilizando o ZEE para orientar a localização de atividades econômicas, proteger áreas sensíveis e integrar planejamento urbano e rural, enquanto o Plano Diretor complementa essa estrutura normativa. Nos demais municípios, observam-se fragilidades como ausência ou desatualização dos PDs, baixa capacidade técnica e falta de integração entre políticas territoriais, o que amplia vulnerabilidades frente aos impactos da Rota. A pesquisa conclui que ZEE e PD são instrumentos estratégicos e complementares, capazes de antecipar conflitos, orientar investimentos, equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental e fortalecer a gestão territorial. Assim, confirma-se a hipótese de que sua aplicação integrada amplia a capacidade dos municípios de enfrentar os desafios impostos pela circulação intensificada da Rota Bioceânica e de promover um ordenamento territorial sustentável. |
| Download |
|
|
| MIGRAÇÕES SUL-SUL: A INSERÇÃO DE IMIGRANTES VENEZUELANOS NO MERCADO DE TRABALHO EM CAMPO GRANDE-MS |
|
| Curso |
Mestrado em Geografia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
24/03/2026 |
| Área |
GEOGRAFIA |
| Orientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- CLÁUDIA HELOIZA CONTE
- MARCO AURÉLIO MACHADO DE OLIVEIRA
- WALTER GUEDES DA SILVA
|
| Resumo |
A Venezuela enfrenta uma profunda crise que desencadeou um dos maiores êxodos da história recente da América Latina. Fatores como a hiperinflação, a escassez de alimentos e a instabilidade política levaram milhões de venezuelanos a buscar refúgio em países vizinhos, consolidando o Brasil como um destino importante através da fronteira norte. Em resposta, o Estado brasileiro instituiu a "Operação Acolhida", cuja estratégia de interiorização redistribui logisticamente essa população pelo território nacional. Contudo, essa dinâmica suscita um problema central: a transformação de um fluxo essencialmente humanitário em uma engrenagem de "mobilidade forçada", onde esses sujeitos desterritorializados acabam sendo convertidos em um "exército industrial de reserva" funcional para as demandas de trabalho do capitalismo periférico. Nesse contexto, o objetivo geral desta pesquisa é analisar a territorialização e a inserção dos imigrantes venezuelanos no mercado de trabalho em Campo Grande-MS, investigando as contradições entre a política de "migração dirigida" e a precarização da força de trabalho no contexto do capitalismo periférico. Fundamentada na abordagem neomarxista, especificamente nos conceitos de "mobilidade forçada" e "exército industrial de reserva", a investigação adotou uma metodologia quali-quantitativa. A metodologia fundamentou-se em pesquisa bibliográfica e documental, com foco no levantamento e processamento de microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), no período de 2018 a 2024, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), entre 2018 e 2025. A etapa qualitativa envolveu entrevistas semiestruturadas com gestores da Associação Venezuelana em Campo Grande (AVCG), Programa UEMS Acolhe, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Fundação Social do Trabalho (Funsat). Os resultados apontam um crescimento exponencial dos vínculos formais na capital, saltando de 26 em 2018 para 1.309 em 2024. A análise dos dados revelou uma nítida divisão territorial do trabalho: enquanto o interior de Mato Grosso do Sul absorve essa mão de obra na agroindústria frigorífica, Campo Grande a concentra no setor de serviços e comércio varejista (supermercados), segmentos marcados por alta rotatividade. O migrante venezuelano foi transformado em elemento funcional para o capitalismo local: essencial para a operação de setores intensivos, mas mantido em instabilidade laboral que dificulta sua plena territorialização. A "acolhida", portanto, esbarra nos limites da estrutura econômica, que absorve a força de trabalho, mas resiste em acolher plenamente o cidadão. |
| Download |
|
|
| AVALIAÇÃO AMBIENTAL EM NASCENTES URBANAS DE CAMPO GRANDE - MS: ANÁLISE CRÍTICA DOS PROTOCOLOS DE AVALIAÇÃO RÁPIDA NO CONTEXTO SISTÊMICO |
|
| Curso |
Mestrado em Geografia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
03/03/2026 |
| Área |
GEOGRAFIA |
| Orientador(es) |
- MARIA HELENA DA SILVA ANDRADE
|
| Orientando(s) |
- GABRIEL PARENTE DE AQUINO
|
| Banca |
- CAMILA DE BRITO ANTONUCCI BENATTI BRAGA
- MARCOS VINICIUS CAMPELO JUNIOR
- MARIA HELENA DA SILVA ANDRADE
|
| Resumo |
A água é um dos elementos mais importante da vida cotidiana em todas as sociedades ao longo da história, orientando, promovendo e garantindo o desenvolvimento das ocupações e atividades humanas. Uma parte essencial dos recursos hídricos é justamente as nascentes, estruturas geomorfológicas responsáveis pelo início das redes de drenagem fluvial, sendo uma estrutura de caráter sistêmico que se encadeia com outros sistemas em uma teia de relações e inter-relações que formam as bacias hidrográficas. Na busca por entender esse objeto de maneira integradora, este estudo objetiva avaliar o estado ecológico das áreas de nascentes urbanas de Campo Grande (MS) utilizando a abordagem sistêmica como lastro, além de objetivar ser uma base teórica para subsidiar ações de mitigação e conservação de danos ambientais. Para a análise, 15 nascentes, distribuídas nas Microbacias Urbanas dos Córregos Bálsamo, Bandeira, Coqueiro, Gameleira, Imbirussu, Lagoa, Lajeado, Prosa e Segredo, foram visitadas e tiveram protocolos coletados entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. Os resultados obtidos por meio do índice de impacto ambiental em nascentes revela que o quadro das nascentes abordadas é preocupante, com apenas uma classificada como “Boa”, evidenciando problemas como a presença de lixo em todas as áreas visitadas, forte presença de espécies exóticas invasoras, como leucenas, lançamento de efluentes domésticos e falta de proteção das Áreas de Preservação Permanente. Conclui-se, porém, que ao observar a característica sistêmica desses objetos, é possível identificar que o método testado não consegue integrar esse pensamento em seus resultados, necessitando de outras formas de análise para garantir fidedignidade ao monitoramento das áreas de nascentes.
|
| Download |
|
|
| ESPAÇO E TURISMO: MUNICÍPIO DE INTERESSE TURÍSTICO (MIT) DE ROSANA/SP |
|
| Curso |
Mestrado em Geografia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
03/03/2026 |
| Área |
GEOGRAFIA |
| Orientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- BRUNO FERREIRA CAMPOS
- CLÁUDIA HELOIZA CONTE
- DAIANE ALENCAR DA SILVA
|
| Resumo |
O objetivo desta pesquisa é analisar o processo de turistificação do espaço geográfico e de criação de atividades turísticas pelos agentes territoriais do turismo no município de Rosana (SP). O município está localizado no extremo sudoeste do estado de São Paulo, entre dois importantes cursos d’água, os rios Paraná e Paranapanema, que exercem influência sobre o uso e a ocupação do solo. A política pública de classificação dos Municípios de Interesse Turístico (MIT) atua na produção e seleção espacial, estando ancorada na descentralização e gestão participativa dos agentes públicos e privados nos processos decisórios sobre o turismo no território. Para a construção do referencial teórico, fez-se levantamento bibliográfico e documental. Para atingir o objetivo de pesquisa proposto, utilizou-se do levantamento das pesquisas de demanda turística, políticas públicas de turismo, empregos formais nas atividades características do turismo e a realização de entrevistas com os agentes territoriais do turismo. A análise combinou abordagens quantitativa e qualitativa. Observou-se que os moradores estão na origem da criação das atividades turísticas e na produção dos territórios turísticos. Os agentes territoriais do turismo mantêm relações desiguais com o espaço construído e os atrativos turísticos são fonte de recursos geradores de renda ou espaços de lazer. Nota-se a ausência de infraestrutura de transporte e a prestação de serviços de transportes urbanos, dificultando o acesso da população aos atrativos turísticos. Rosana encontra-se em uma posição intermediária de importância turística e sua elevação à categoria de Estância Turística dependerá de um melhor aproveitamento do turismo no território, a partir de um planejamento governamental que integre essa atividade aos demais setores da vida social. |
| Download |
|
|